Sob a omissão do luar, o amor começa.

setembro 1, 2008

O amor começa o tempo todo, para ele não existe hora ideal. O amor pode começar até mesmo hoje, nesta noite sem luar.

Ela olha seus olhos ainda fechados pela primeira vez e tem certeza de que o ama desde sempre. Ele é seu filho, seu primeiro e, ela ainda não sabe, será o único. Sabe, apenas, que o amará muito, e que o ama ainda mais por saber que até a poucos minutos ele era só dela, e que agora ela terá de o disputar com o mundo. Perderá miseravelmente muitas vezes. Já intui, porém, que a recompensa virá das formas mais inesperadas, e que, afinal, ele a ama também, como nunca amará outra mulher.

Ana e Luiza são irmãs. Vivem brigando, mas, hoje, Ana chegará em casa e verá Luiza chorando. Pela primeira vez conversarão com sinceridade. Irão falar de medos e desejos, sonhos e amigos. Estará quase amanhecendo quando, finalmente, adormecerão de mãos dadas tendo certeza de que uma será, para sempre, o porto seguro da outra.

Sérgio e Natália trabalham no mesmo local. Nunca conversaram. Hoje os dois saíram tarde da fábrica, e se encontraram no ponto de ônibus. Na falta de Lua, a demora do ônibus foi o motivo necessário para o início da conversa. Falaram um com o outro e se sentiram ouvidos como nunca antes. Estavam descobrindo, embora tarde, o que é amar.

Três amores que nasceram como muitos outros, sob a omissão do luar, e que, arduamente, aprenderam que omitir certos sentimentos é letal para o amor.

Espero que aprendam a nunca omitir estas três palavras: eu te amo.

Falar de amor, também é amar.

Anúncios

%d blogueiros gostam disto: