Bom dia!

setembro 5, 2010

Toda vez que me deparo com uma folha em branco acontece um estranhamento. Acontece uma vontade de preenchê-la e sentir a caneta deslizar, o prazer das palavras se conjugando.

É uma necessidade de desabafo, de comunicação, é a vontade de escrever um cumprimento em tudo: bom-dia. Lindo, não é? Duas palavras que são pura gentileza.

Bons dias esparramados pelo papel. É a minha necessidade de comunicação.

Escrevo um cumprimento – curta renovação de esperança. É uma promessa que se entrega com um sorriso. É a própria melodia do sorriso.

Para que seu dia seja bom: Bom dia.


Loteria ou o número da esperança – Uma história sobre improbabilidades

novembro 29, 2009

A loteria havia acumulado novamente. Para onde quer que se olhasse, o que se via era a mídia anunciando o grande premio ou pessoas comentando sobre o assunto.

A loteria acumulara, era fato, e as contas apertavam, outro fato.

Desta vez cedeu a pressão e a expectativa geral. Cedeu, principalmente, à esperança.

Seguiu, quase sem pensar, tantos outros que se dirigiam ao mesmo lugar, naqueles dias em que todos juravam carregar em si a semente da sorte.

Entrou na lotérica, estava lotada. Com algum custo conseguiu um bilhete, e com um custo um pouco maior conseguiu uma bic amarrada ao balcão por uma pequena corrente.

Então olhou para os lados. Todos compenetrados no seu jogo. Alguns faziam o sinal da cruz, seguravam algum santinho ou patuá. Outros faziam contas, ligavam para parentes, lembravam de sonhos.

Foi quando se deu conta de que não sabia jogar na loteria. Nunca havia jogado e não tinha a menor idéia do que devia fazer. Olhava para o lado e via: qualquer um sabia jogar na loteria, menos ele.

Ficou atordoado com tal constatação, e saiu para a rua, onde seus atos faziam sentido. Conforme se afastava da loteria foi ficando aliviado. Estava livre do peso da esperança jogando contra as probabilidades.

Não sabia jogar na loteria e sabia que nunca aprenderia.

* História baseada em fatos reais


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