Carta a um coração distante

outubro 30, 2011

Caríssimo,

Escrevo porque preciso escrever algo que talvez você desconheça. Eu mesma não sei ao certo o que é, mas sinto necessidade de escrever e assim o faço.

Começo esta carta chamando-o de caríssimo, contudo o adjetivo tanto faz, o que importa é o superlativo, afinal, tudo em você é intenso. E é a intesidade o que me encanta em você: o olhar penetrante, o riso descontraido, o pensamento profundo. Não posso esquecer do abraço que parece querer tocar o outro, puxá-lo para o seu mundo – e o mundo retribui em amigos e amores.

Já me esbaldei da sua compania e hoje, sinto dizer, tenho saudades.

Nossos encontros não são físicos: é um encontro de almas, e o brilho no olhar não deixa mentir.

As vezes penso que o amo. Muitas outras, penso que você é apenas mais uma obsessão, entre tantas.

Difícil me curar de você. Nunca tive tantas recaídas de uma mesma doença. Meus sistema imunológico se rendeu ao seu charme.

É estranho como nos apegamos as obsessões. Mais estranho ainda é como elas fazem parte de nós, e quando menos esperamos, passam a nos definir.

Já fizemos muito para nos aproximar, mas acabamos ainda mais distantes.

Não escrevo para marcarmos um encontro. Sei que só seremos possíveis em um encontro casual.

Casualmente, esta carta o encontrará.

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