Sentidos

junho 6, 2014

Às vezes, eu escrevo para que a vida ganhe um significado, para que não escape aquela fagulha de sentido que nos atinge quando os sentimentos se exaltam.

Tenho fôlego de golfinho: sei que vou sobreviver aos período de submersão. É essa sensação, de quem se acostumou a mergulhar, que torna tais momentos mais suportáveis, mais lúcidos. Tanto que, depois que passa, é fácil esquecer do quanto precisei nadar para voltar a superfície pois o tempo todo estava de olhos abertos sendo protagonista e espectadora do turbilhão.

Então, quando chego ao fundo, eu escrevo. Escrevo para saber que mesmo lúcida eu senti tudo aquilo e que mesmo conhecendo o caminho passar por ele não é agradável. Escrevo para saber que foi importante, independente dos motivos. Escrevo porque quero lembrar, e lembro porque preciso que faça sentido.


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