memento mori

junho 21, 2013

Memento mori.

Esta frase em latim significa “lembre-se que vai morrer”. Dizem que sua origem remonta à Roma Antiga quando um general, durante os desfiles de vitória no retorno das guerras, colocava um soldado a sua frente que ficava repetindo a frase para ele. Era uma forma de não se embevecer com a popularidade e perder o rumo por conta desta.

Monges se cumprimentavam com esta frase, usando-a como uma forma de não esquecerem do instante presente. Foi o jeito que eles encontraram de valorizar o momento e não perder o foco daquilo que importa – a vida.

Pensei muito nesta frase hoje, por motivos diversos ela foi relembrada em conversas diferentes. Ao chegar em casa descobri que hoje a aula da Especialização é sobre câncer. Mais uma vez, refletindo sobre a morte.

Felizmente, refletir sobre a morte, aumenta o brilho da vida.

Lembrar-se de que vai morrer pode ser uma forma de aproveitar melhor o tempo que se tem para viver.

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Dia dos namorados – e outras datas desimportantes

junho 12, 2013

Um amigo meu, solteiro, disse que passaria o dia 12 de junho comendo chocolates e ouvindo “Romances científicos” da banda Estados Alterados.

Esta fala ilustra algo que notei há bastante tempo: o dia dos namorados costuma ser uma data ligada a sofrimento para quem está sem um parceiro romântico.

Particularmente, esta é uma data como outras tantas e não me sinto especialmente emotiva nela. Mas também não me sinto especialmente emotiva no dia das mães, no dia dos pais e em outras datas afins.

Não sou contra estas datas, afinal, elas podem ser uma boa oportunidade para darmos uma atenção especial as pessoas que gostamos. Contudo não me agrada a ideia de que uma data que seria um momento de celebração para algumas pessoas, acabe se tornando um momento de sofrimento para outras.

Se observarmos o que acontece nestes períodos, veremos que normalmente próximo a estas datas começam a ser vinculados comerciais em diferentes meios que tem a pretensão de nos sensibilizar. Tais propagandas sempre apresentam situações bonitas, inspiradas e que nos fazem as desejar para, com isso, vender os produtos anunciados. Normalmente, estas propagandas apelam de forma bastante explicita para o lado emocional de cada um – lá onde somos todos crianças mimadas e carentes de afeto.

Enfim, mais uma técnica sendo usada a favor do comércio… nada novo no mundo da publicidade.

Acontece que, há mais de dez anos, deixei de ver televisão. Como efeito colateral ganhei umas três horas extras por dia – e parei de sofrer com datas aleatórias. É claro que as pessoas perguntam sobre a data, que os amigos compartilham fotos nas redes sociais, que no rádio também passam algumas propagandas, mas estas não tem o apelo emocional que tem um propaganda de televisão – e, com elas, até me divirto. Além do que, é mais fácil controlar a exposição a estes estímulos do que quando se está vendo um programa na TV.

A minha receita para parar de sofrer com o dia dos namorados é simples: desligar a televisão e descobrir o que realmente é importante para si.

Alias, tenho mais uma hipótese para o motivo de não sofrer com esta data: para mim, importante, é a minha solidão.


Mais um fim de feriado

junho 2, 2013

É claro que gosto de feriados. Ter um tempo extra para fazer as coisas que gosto ou nada – que também é bom – é o que torna a correria diária possível.
Entretanto, feriados as vezes acabam abrindo horários demais na agenda e, passada a euforia inicial, a saudade chega decidida a ocupar os espaços que lhe nego cotidianamente.
Ontem o Vínicius me mandou uma música que cantava “Do amor é que a dor cria raízes”. Só posso concordar. É por amor que sinto saudade, esta que é uma dor agridoce, mas ainda uma dor.
Adoro feriados, porém eles intensificam a saudade que sinto dos meus pais. E hoje, tudo que eu queria era a casa quase sempre silenciosa, a conversa ao redor da mesa e o chimarrão passando de mão em mão. Tudo que eu queria era o abraço aconchegante e ouvir meus apelidos de infância.
O que eu tenho é a lágrima insistente e o resto do feriado cheio de espaços vazios.


Bailando

junho 1, 2013

Marcio Pimenta - Mulher dançando

Tenho meus dias de bailarina espanhola. Dias de movimentos marcados, passos firmes, sons intensos. Dias de certezas.
Tenho meus dias de bailarina clássica, dias de levezas, de pontas dos pés, dos movimentos delicados e precisos. Dias de sonhos.
Tenho meus dias de gueixa, essa bailarina da imaginação, que dança com as mãos contando histórias antigas enquanto prepara o chá.
São dias de silêncios.
Tenho dias, muitos dias – uma vida inteira de coreografias e improvisos.

Ps.: Foto de Márcio Pimenta, para mais fotos clique aqui.


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