Palavras e ancestralidades. Meu nome.

Vocês sabem: eu gosto de palavras. Gosto de tudo que elas revelam e escondem. Gosto do seu peso e da sua leveza, da sua imaterialidade e da sua força.

Apenas um nome: Marcela, e novamente me perco por suas dobras e possibilidades. Marcela, nome simples sem ser vulgar.

Tiro um “r” e viro uma planta de flores amarelas, quase feia, quase cheirosa. Curativa, porém – se precisamos de uma qualidade ela provavelmente tem a melhor.

Se coloco um “o” viro morcela, uma das poucas comidas que realmente me reviram o estômago. Comida antiga, vocês não devem conhece-la, mas eu conheço. Nasci em outro tempo, pelo menos é o que parece meu passado bucólico em casas de madeira antiga, cheirando a lenha queimando no fogão onde famílias se fazem fortes pela conversa na cozinha. Conversas são palavras alinhadas pela voz e pelo silêncio.

Palavras.

Gosto de palavras, escritas, ditas. Mesmo que traiçoeiras – elas me desafiam.
Não vou explicar mais, desnecessário: vocês sabem, sempre souberam.

Uma resposta para Palavras e ancestralidades. Meu nome.

  1. patrícia disse:

    Oi Lela! Adorei. Beijos, Pati

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