Paixonites e outras dívidas

março 4, 2012

Paixão é um sentimento rápido. Deveriamos entender isso de uma vez por todas: rápido se acende, rápido se consome – e é consumido. Nem sempre se consuma, mas o rastro de cinzas é inevitável.
Paixão é um sentimento intenso. Um sentimento obssessivo, possessivo, e tantos outros, incontáveis, “sivos”.

E quem consegue se manter a salvo das paixões? Não foi criado ainda um bunker para separar pessoas de sentimentos.
Para manter-se a salvo, o preço é muito alto: não se distraia nunca. Não é permitido nenhum momento de descanso ou poesia. A música, mesmo a mais pesada, é um feitiço perigoso e deve ser evitada a qualquer custo. Manter-se surdo as promessas é indispensável. Doces, crianças, animais, novelas e até comerciais de televisão, todos devem ser evitados. Amigos, familia, suspiros ao anoitecer… tudo deve ser evitado.

Restará apenas a vida dura e o árduo oficio que caleja as mãos.

Quem há de pagar o preço de viver sem paixão?

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