Ao entardecer

setembro 26, 2010

Os pés descalços para entrar em casa, nas mãos os sapatos sujos de barro; a tarde iluminada parcamente pela luz do entardecer – a casa fica mais bonita desse jeito.
Acaba de reconhecer que está exausta. A cidade grande ainda a choca com suas hordas em todos os lugares. Sente falta das cidades pequenas e não pode resistir a um sorriso quando lhe ocorre que as cidades pequenas são exclusivas, areas VIP por si só. Exclusiva como a sua casa que se tornou seu refugio. Mora sozinha e a casa se tornou um momento de reflexão. Nela está reapreendedo o prazer de andar descalça.
Sabe da ineficiencia das palavras frente a beleza sensível, mas aprendeu a se comunicar assim e não resiste ao impulso de narrar o momento.
Mais uma vez um sorriso brinca em sua boca quando pensa em quão riduculo é falar sobre si mesma em terceira pessoa.

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Bom dia!

setembro 5, 2010

Toda vez que me deparo com uma folha em branco acontece um estranhamento. Acontece uma vontade de preenchê-la e sentir a caneta deslizar, o prazer das palavras se conjugando.

É uma necessidade de desabafo, de comunicação, é a vontade de escrever um cumprimento em tudo: bom-dia. Lindo, não é? Duas palavras que são pura gentileza.

Bons dias esparramados pelo papel. É a minha necessidade de comunicação.

Escrevo um cumprimento – curta renovação de esperança. É uma promessa que se entrega com um sorriso. É a própria melodia do sorriso.

Para que seu dia seja bom: Bom dia.


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