Hexa-catombe¹

julho 2, 2010

 

Acostumamo-nos com finais felizes.

Anos e anos de novelas e comédias románticas: “no final o mocinho sempre vence”. O díficil é descrobrir que não existem mocinhos, ou pior: descobrir que este não é este o teu lado na história.

Ás vezes, alguém perde. Muitas vezes, somos nós que perdemos. Dói, óbvio que dói – óbvio para nós, não para o vencedor.

E as causas…  as causas são várias. Perdemos porque esquecemos de ser nós mesmos. Perdemos por falta de oportunidade, compromisso, vontade.

Perdemos porque em jogos competitivos alguém sempre perde.

Competição implica em vencedores e, necessariamente, em perdedores.

Eu conheço toda a cartilha, já a estudei de frente pra trás, mas, ainda insisto em entrar em competições. Competições que não são minhas, só para, ao final, ficar com esse sabor de ressaca de festa na boca – sem ter tido festa o que é muito pior.

Eu conheço toda a cartilha, sei como termina e sei que passa. Entretanto, entre tantos, isso não impede a dor de latejar.

A gente sabe: é só uma partida; a vida não para e o mundo – uma bola – continua a rodar.

Não importa a razão: racionalmente falando ver a Seleção Brasieira eliminada da Copa do Mundo dói. Dói bem lá onde nós, brasileiros, somos uma grande potência: na vaidade. 

¹ Título retirado do poema Copa de Carlos Alberto Muzilli

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