O Mundo é um Moinho

maio 22, 2010

Descobri! Descobri!!! Inacreditável: eu descobri! É incrivel como o óbvio simplesmente é ignorado pelos sentidos. Agora é como se tudo tivesse um motivo, é como se, pela primeira vez em muitos anos, o mundo não me atormentasse como um violino agressivamente mal tocado. Dessa vez não.

Agora que eu descobri parece que tudo é uma grande e doce sinfonia, habilmente regida para me encantar. Estava aqui o tempo todo, sempre esteve aqui, mas eu não via. É uma espécie de cegueira seletiva, como um náufrago que após décadas perdido em um ilha descobre um grande tesouro que sempre esteve ali e ele, por anos, ignorou, justo no dia em que está sendo resgatado por um barco enquanto se afasta da margem.
Sinto-me como este náufrago, mas melhor aventurado que este, porque pude voltar para a praia e me beneficiar do tesouro. Mais ainda: agora posso compartilha-lo com o senhor.

Eu o descobri, não me pergunte como, e agora ele parece tão natural, tão parte de mim, que chega a ser difícil descrevê-lo. Ainda ontem era uma charada não formulada, um quebra cabeça com peças a menos. Como pude ignora-lo por tanto tempo não sei, mas sei que… que… o que eu sabia mesmo? Não pode ser, de novo não, eu esqueci como era, e aquele violino infernal está de volta!

Socorro… como era mesmo a resposta? Havia um pergunta?

É doutor, o senhor deve ter razão, o efeito do remédio deve ter passado. Sim, o senhor tem razão, é melhor eu tomar o Prozac agora. Estou me sentindo cansado, vou-me deitar. Quando o mundo me parecer menos desagradável eu o procurarei para terminar-mos esta conversa.

Com licença e até logo.

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Desbravador

maio 15, 2010

Eu preciso descobrir o que me morde
e o que me arde
O que eu quero ou
Não quero.
Eu preciso descobrir o que se passa
qual a parte do nosso destino cabe a mim
e qual cabe a você.
O resto é acaso.
Adoro a vida
e essa vicessitude.


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