Você vem sempre duas vezes por dia

Você vem sempre duas vezes por dia.

Na primeira começa pequena e escura, anunciada pelo canto dos galos e pelo alvoroço dos passarinhos, sozinha, você chega límpida e para poucos.

Na segunda começa grandiosa, embalada por um tumulto de carros e buzinas e vai se consumindo até desaparecer na escuridão. É para muitos, para todos, suja, poluída. Contudo, entre tantos poucos a amam – quase ninguém sabe de você.

Você é bela, esplendida, é revelação e encantamento. É a melhor hora do dia; seus momentos são os mais esperados e sublimes.

No mar, na floresta, nos pampas, na avenida de um grande centro, é única, minha sempre doce e bela, Aurora.

2 respostas para Você vem sempre duas vezes por dia

  1. Djabal disse:

    A cada dia se completa um ciclo. Esse passeio que o sol faz entre nós é simbólico e mais que tudo, nutre. Por muito tempo ele foi o deus do humano, não é à toa, como bem faz mostrar o seu texto. Límpido, sublime e enigmático. Beijos.

  2. Como citou o Djabal… há enigmas! Agora com influências da selva. Creio que este contato com a natureza está revelando novas interpretações da mesma face.

    Beijos!

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