Seja mais feliz: dançe!

maio 31, 2009

Todos deveriam dançar.
Deveriam ouvir mais música, assistir a mais apresentações de dança, deixar envolver-se pela música, embalar-se pelo som, pelo ritmo, pelo desejo do corpo.
“Dance sem saber dançar”, diz a música. Dançar prescinde de saberes. Dançar é libido, é respiração, é leveza.
“Dance como se ninguém estivesse olhando” diz, sabiamente, a camiseta de um passante. Dance quando ninguém estiver dançando. Incite alguém a dançar; invente um passo fácil e espalhe alegria por ai.
Dance para explorar todas as possibilidades do seu corpo. Dance como quem conta uma história com os braços, com os pés, com os cabelos. Dance como quem se liberta. Dance para celebrar a alegria de estar vivo. Dance para ser mais feliz.


Relógio bonito para horas imaginárias

maio 25, 2009

Comprei um belo relógio
e o pendurei na parede
Sem as pilhas, é claro,
pois seu tic-tac não me serve de nada
É apenas uma medida inútil do irrefreável
tempo.


Você vem sempre duas vezes por dia

maio 12, 2009

Você vem sempre duas vezes por dia.

Na primeira começa pequena e escura, anunciada pelo canto dos galos e pelo alvoroço dos passarinhos, sozinha, você chega límpida e para poucos.

Na segunda começa grandiosa, embalada por um tumulto de carros e buzinas e vai se consumindo até desaparecer na escuridão. É para muitos, para todos, suja, poluída. Contudo, entre tantos poucos a amam – quase ninguém sabe de você.

Você é bela, esplendida, é revelação e encantamento. É a melhor hora do dia; seus momentos são os mais esperados e sublimes.

No mar, na floresta, nos pampas, na avenida de um grande centro, é única, minha sempre doce e bela, Aurora.


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