A vida em um único verbo

abril 26, 2009

Eu leio como quem descobre.

Eu leio como quem procura – e acha – fragmentos de si mesmo:

Uma surpresa escondida no recôndito da frase.

Fragmentos de mim que na releitura se confirmam

e se desfazem.

Eu leio como quem ama.

A vontade desregrada de esmiuçar

de devorar com os olhos,

sempre um novo encanto.

A vontade de só falar disso

só degustar isso

de querer que o mundo também ame isso.

Eu leio como se ler

fosse a única possibilidade da vida.


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