Náufragos

outubro 21, 2008

Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

E meus últimos sonhos

morreram afogados no mesmo naufrágio

que matou a namorada chinesa

de Camões.

* Os três primeiros versos são do poema Tabacaria de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.


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