Carta aos corações sensíveis

dezembro 23, 2007

Ontem eu estava andando pela rua quando parei assustada, chocada, comovida. Tudo isso porque, plantado em meio a uma movimentada rua, havia um jardim, desses poucos que ainda não se escondem atrás de um muro alto. Estava lá, integro e belo, convidando-nos a parar para admirá-lo. É apenas um jardim, não tem consciência do mundo que suas folhas oferecem a nós. Um mundo de sensações – cores, cheiros, texturas e beleza. Um mundo de sentimentos: ternura, paz, saudade… Então, lembrei-me de ti e deste teu coração que parece um desses jardinzinhos perdidos em um mundo de concreto. Esse teu coração que ainda é capaz de se enternecer com coisas miúdas. Coração que fica pleno de ternura ao ser recebido com um sorriso, ao ver os primeiros pingos da chuva ou os últimos suspiros do Sol no horizonte da tarde; ao topar, na rua, com um casal de namorados rindo da mais pura felicidade… Lembrei de como tem desprendimento em teu sorriso e de como é aconchegante o teu abraço. Lembrei da facilidade com que aceitas e lidas com as diferenças; da falta de pudor com que choras nos momentos em que a tristeza invade teu coração; da coragem com que entregas teu coração para ensinar o outro a cuidar do seu próprio e da tua habilidade em fazer isso com tanto amor que logo soma ao teu outro coração sensível.
Teu coração é como um desses jardinzinhos que parecem estar no lugar errado: comovem ao emprestar beleza e sentido à vida.


Igualzito ao pai*

dezembro 18, 2007

Ao longo dos anos

tenho descoberto em mim

heranças de meu pai:

 

Essa calma de quem simplesmente aceita

Uma boa dose de paciência

Esse gosto pela conversa…

Isso é herança de meu pai

 

Uma curiosidade infantil

O amor pela ciência e pela história

Essa cara de menina

Esse jeito de menina-madura…

Isso é herança de meu pai

 

Essa necessidade de se comunicar

A vontade de estar sempre fazendo algo

Uma espécie de organização-desorganizada

A mania de tocar vários projetos ao mesmo tempo…

Isso é herança de meu pai

 

O gosto pelo conhecimento

O prazer em viajar

O jeito carinhoso…

Isso também é herança de meu pai

 

Por tudo isso que há em mim,

defeitos e qualidades,

agradeço ao meu pai.

Agradeço-o, em especial, por ter

me ensinado a sonhar.

 

Mas, agradeço mais ainda a minha mãe

por ter mantido os meus pés no chão.

 

 

* O titulo é uma referência a uma música chamada Guri (autoria de João Batista Machado e Júlio Machado) que meu pai cantava para mim ao violão e que marcou muito a minha infancia

Sendo

dezembro 9, 2007

99,9999999999999 % do átomo é vácuo

 

Sou o vazio

 

 

 

75% do corpo é água

 

Sou o líquido

 

 

 

Comportamento é relação

 

Sou o elo

 

 

 

Cresço em progressão geométrica

 

Sou a superpopulação

 

 

 

1,618033989 – proporção áurea

 

Sou o belo

 

 

 

Objeto de estudo por excelência

 

Sou humano


4 anos de Metamorfose Pensante

dezembro 3, 2007

Hoje, 02 de dezembro, este blog completa quatro anos da publicação do primeiro post.

Quatro anos pensando para mudar e mudando para pensar.

Eu não sei o que dizer…

 

Por esse espaço no tempo já incitei à expressão e ao silêncio,

à alegria e ao desespero, à mudança e à contemplação, à prosa e à poesia, à solidão e à amizade…

Mostrei-me-escondi. Conheci outros, descobri a mim(s).

Aprendi, aprendi, aprendi e continuo aprendendo – sábio o que compartilha, pois ganha em dobro (sabedrobia).

Dobrei as letras e enviei os caracteres a um remetente desconhecido:

nunca imaginei que amor também se semeasse assim.

 

Eu não sei o que dizer… só que estou muito feliz!

Obrigada por esse presente!

Agora eu estou ouvindo e quero saber de vocês:

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Ps.:  a Daisy publicou um texto meu no blog dela, para conferir clique aqui

 


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