Qual abelha fazendo mel são os músicos fazendo música.

Qual abelha fazendo mel são os músicos fazendo música.

As abelhas constroem suas colmeias usando seus instintos com tal precisão matemática que o engenheiro moderno, mesmo em posse dos mais sofisticados instrumentos, é incapaz de imitá-la. Os compositores encadeiam notas a partir das sensações que estas lhes provocam e guiados pela sensibilidade e pelas técnicas músicais de seu tempo constroem obras-primas que, muitos anos mais tarde, quando os matemáticos resolvem estudá-las descobrem formulas precisas na base de tanta beleza. As abelhas saem na época mais propícia à procura das flores mais coloridas para coletarem o néctar que transformam em mel, o seu precioso alimento. Elas o guardam com cuidado à espera do inverno. E é assim que, há tantos milênios, encantam paladares humanos. Os músicos usam de todo o seu preparo, habilidade e inspiração para tirar as notas da partitura e dar-lhes vida com seus instrumentos e suas vozes. Vida esta que é breve, mas que será inteiramente absorvida pelo corpo sensível do seu ouvinte, transformando-se em encantamento.

Prove mel e ouça boa música… Assim poderá entender quão grandes são os desafios da ciência frente a perfeição das artes e da natureza.

22 respostas para Qual abelha fazendo mel são os músicos fazendo música.

  1. Danilo disse:

    É, no final das contas é a natureza, o desconhecido que rege toda esta infindável orquestra. Boa analogia!

    Re.: Pois é, Danilo… desconhecido, mas como é gostoso se enredar pelos seus meandros através dos métodos da ciência… 😉 Beijos

  2. George disse:

    Tá aí uma prova de que belo não é tudo aquilo que aparece e que se vê, mas tudo o que passa por uma admiração é possível de ser notado com tal beleza, desde um zumbido de uma abelha ao canto do mais exótico pássaro.
    Bejos moça! Ótimo texto!

    Re.: Belo comentários, George! Obrigada! Beijos

  3. Marco disse:

    A analogia é perfeita, Marcelita. Tem música que é puro favo de mel.
    Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

    Re.: É mesmo, Marco… e o que seria da vida sem o doce da música? A minha pelo menos seria bem mais sem graça… Beijos

  4. Nossa, que excelente referência!

    A essência estaria portanto em compreender o contexto ao se integrar a ele. Trabalhar assim é difícil visto que a nossa “sabedoria” tem nos afastado do natural. As ciências naturais se usufruem muito bem desta aproximação e não por acaso, como você demonstrou, são as que mais avançam.

    Adorei!

    Beijos…

    Re.: Bem observado, Márcio… não é a toa que dentro das tradições da psicologia eu fiquei com a que mais se aproxima do método das ciência naturais…🙂 Beijos

  5. Djabal disse:

    Parece que somente nos é dado conhecer pequenas partes, às vezes interligadas entre si. E ficamos felizes, avançamos no conhecimento. Porém o todo, o mel e a música com seus porquês, são inatingíveis. Felicidades.

    Re.: Não sei se são inatingíveis, Djabal, mas o que sentimos naquele momento em que provamos mel e ouvimos música, isso sim é único, e pode até ser explicado, mas não repetido… Obrigada pelo comentário🙂 Beijos

  6. aecioborba disse:

    A ciência é só uma forma de tentar explicar o que o artista já descobriu, apesar de que não soube explicar.

    A propósito…

    “Eu li esse livro há alguns anos e é uma leitura bem gosotosa…” (_Maga no meu blog).
    Falando daqueles caras, acho q o ato falho na escrita da última palavra é bem interessante, não? :-p

    Beijo, lindinha!

    Re.: Bem observado, Aécio. Alias, para mim, ciência é também uma forma de fazer arte… a arte do entendimento, por que não? (Ou a arte da observação, descrição, ordenação, predição e controle… hehehe). Atos falhos, sempre eles hehehe… beijos

  7. faggiani disse:

    Eu gostaria de sair da psico e ir para a literatura.
    Só preciso aprender a escrever DE VERDADE.
    Beijos.

    Re.: É tentador fazer arte, né Robson? Pois eu acho que ainda fico com a psicologia, não consigo me livrar deste vício, hehehe. E acho que ficaria doida com essa coisa de ter que sempre escrever, sempre algo novo, sempre original e melhor que o anterior… As vezes, já acho difícil manter esse blog… hehehe. Mas talvez estudando direitinho o comportamento criativo eu não conseguisse, né?😉 Beijos

  8. Hanny disse:

    Abelhas fazem honey…. Honey me lembra narcissamente Hanny. Adorei sua visita no The human, vou seguir a risca Beber mel e ouvir boa música.🙂

    Re.: É um belo nome, Hanny! Eu que agradeço pela sua visita aqui no Metamorfose Pensante, obrigada🙂 Beijos

  9. A música, para ser verdadeiramente boa, deve conjugar a ténica com a sensibilidade. Quando este objetivo é alcançado, podemos gostar tanto de uma suíte de Bach quanto do último CD do Radiohead (será que é bom o último CD do Radiohead?).

    Re.: Penso assim também, Alexandre! Não sei se o último do Radiohead é bom… se você descobrir me conta, viu? Beijos

  10. Rafael Porto disse:

    Huaheuhauehaueh
    Eu quero uma camiseta daquelas pra mim!
    =D

    Gostei dos textos do seu blog, principalmente o último, sobre mel e música. Nunca tinha pensado nesta comparação. Acho que por isto faço músicas “doces”.

    =)

    Re.: Olá Rafael, fico muito feliz de que tenhas gostado dos textos do blog! Você faz músicas? Que barato! Beijos

  11. Rafael disse:

    Eu jurava que tinha comentado neste post!
    ¬¬

    Gostei muito do que escreveu, porque sempre achei a música um fenômeno muito mais natural que científico. E olha que eu gosto de jazz e até arrisco uns improvisos ao piano…

    Mas o melhor da música é sempre o que flui naturalmente, o que é puro e doce. Música é sinceridade da alma!

    =)

    Ah sim, como você encontrou meu blog?

    Re.: Sim, e você já havia efetivamente comentado… mas é que os primeiros comentários são moderados, mas só os primeiros… Como eles ficaram bem diferentes entre si, os preservei aqui, Ok? Você toca piano? Poxa, que legal! Beijos

  12. Rafael disse:

    E eu adorei o site!
    ehhehe

    quero uma dakelas camisetas!
    ^^

    Re.: Eu também quero! rs

  13. thahy disse:

    Ahh, que eu tô gostando mais ainda dessa nova fase… onde você nos brinda não somente com poesia, mas com contos do teu cotidiano e pensamentos…

    Linda, linda…sempre!

    Beijo Mar😉

    Re.: Oi Thahy, que bom que você está gostando! Na verdade eu sempre acreditei que o blog tinha esse tom, afinal, mesmo quando me dou um “licença poética” não fujo muito do meu dia-a-dia, ou filosofia de vida… por isso sempre achei que o blog tinha essa característica que você está descrevendo… mas, como sabemos, o auto-conhecimento vem dos outros, né? Então obrigada por me ajudar neste processo…😉 Beijos

  14. thahy disse:

    Ah… não esqueçamos da razão áurea… sempre presente no que consideramos belo😉

    – penso no seguinte: imagina se no colégio, nos ensinássemos este lado da matemática… será que não seria um belo R+ ao invés de um SAv?😉

    Re.: Com certeza, Thahy! Um dos problemas do pseudo-ensino das artes nas escolas é que ele está descontextualizado e não tem objetivos. A razão áurea e afins poderiam fazer parte de um contexto de uma educação artística para a vida. Ah, você e suas observações perspicazes!!!! Beijos

  15. JuJu disse:

    E é por isso que eu gosto tanto de ouvir música e de cantar. Sou cantora amadora, sabia?
    Passe lá no meu blog e deixe seu comentário!!!

    Re.: Ou Juju, sabia sim! Já li sobre isso no seu blog😉 Eu já também já tive a minha fase de cantora amadora, mas como coralista. Tenho saudades desse tempo… afinal, cantar é bom demais! E em grupo então… nem se fala! Afinação pura… beijos

  16. Rafael disse:

    Toco teclado, de ouvido, com as mãos! hehehe

    Aí acabei me apaixonando por piano mais tarde, e até procurei algumas coisas sobre jazz e talz.

    Eu componho sim, mas é só pra namorada!
    hhehhehe

    Vez ou outra consigo escrever uma “neutra” que dá pra cantar em outros ambientes!
    ^^

    Re.: Opa, Rafa! Que barato! Quero ver isso, depois você me mostra? Beijos

  17. Claudinha disse:

    Gostei da analogia querida. Tudo a ver comigo e com a maneira com que admiro a música. Beijos!

    Re.: Que legal, Claudinha!!! Fico muito feliz por isso, afinal sei o quanto você é ligada a música!!! Beijos

  18. Nossa, peguei a rabeira. Muito feliz sua analogia. Perfeita memso.

    Beijos,

    Re.: Pois é Tina, o post teve repercussão, né? Fico muito feliz por teres gostado da analogia! Beijos

  19. pedrita disse:

    gostei da analogia, mas não sei, penso de outra forma. as abelhas fazem tudo instintivamente. a música é feita milimetricamente por seres humanos. beijos, pedrita

    Re.: Concordo plenamente, Pedrita! Por isso citei em um trecho do texto que os músicos usam a “tecnica do seu tempo” para fazer música. O trabalho do músico é muito meticuloso… as vezes, quando vou ver uma apresentação de música, fico penando no tanto que aquela pessoa penou para aprender a tocar aquele instrumento e no tanto que alguém demorou para compor… O teu comentário foi mais do que preciso: foi precioso!!!! Beijos, querida🙂

  20. pedrita disse:

    eu que agradeço. beijos, pedrita

  21. É verdade que música e mel tem grandes semelhanças… mas tem umas músicas, que tão mais para melado, não é mesmo?
    Beijo
    Carlos

  22. …A música
    Então, é o mel que possui uma terapêutica
    Saudável e curativa para o intimo…
    Assim como o mel para o organismo…

    Parabéns, belo texto!!!

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