Microcontos campeiros
* Estalos na tapera, susto do tropeiro. Noturno, o gato passeia.
* Todo dia, na pausa do mate, Rubio conclui: saudade virou bebida.
* Pedi: “Negrinho do Pastoreio, encontres meu coração!”. Achei-te.
* De cuia na mão, João até sente o Minuano, louco, no centro do Rio.
* Uma milonga apenas e a prenda fugidia volta ao sabor do mate.
* Faca no chão, silêncio no pago: o luto é por Martín Fierro.
Escrito por Marcela Ortolan