Doem-me todas as coisas que não fiz.
Doem mais as coisas que deixei de fazer por medo.
Sou medrosa. Mas não é que o medo seja algo natural, intrínseco a minha personalidade. Não é, também, que eu seja naturalmente corajosa. Sou é distraída. E desta distração vem uma calma que me encoraja a fazer coisas que só mesmo os desavisados – ou os muito corajosos – são capazes de fazer.
E esse meu medo, de onde vêm? Vem do saber sempre pelo pior lado. Vem do pessimismo alheio, do desincentivo recebido toda vez que conto um sonho. Daí vem o meu medo.
Por outro lado, lembro com carinho de todas as vezes em que ouvi um “tente”, “você consegue”, “experimente”… E se me doem todas as coisas que deixei de fazer por medo, me alegram todas as vezes em que tentei.
Por tudo isso, essa é a minha resolução de ano novo:
Aprenderei a dizer mais vezes: tente!
“É difícil”, “não dá”, “impossível”…
sim, há momento em que estas palavras são necessárias.
Contudo, são a minoria
Aprender a dizer mais vezes: vá em frente!
Parar de impor barreiras inexistentes
Desistir por medos imaginários
Ser o incentivo, não o abismo
Redefinirei palavras como impossível,
Buscarei o Possível, tornando-o nosso vizinho mais próximo.
De hoje em diante,
meus ouvidos se tornaram moucos para aqueles que só sabem reclamar
De hoje em diante
multiplicarei as palavras positivas que saem da minha boca…
Que de 2008 em diante todos os anos sejam O Ano das Possibilidades.
Escrito por Marcela Ortolan