Tem segredos que perdem a validade. Com o tempo o contexto se perde, as frases deixam de pesar e o que tornava aquelas palavras preciosas de serem guardadas já não existe mais.
Contudo segredos de amor nunca perdem a validade. Eles vão causar impacto sempre que revelados, e no dizer, mesmo que o sentimento já seja algo passado, o coração volta a acelerar… e se o amor era destinado a você vem sempre aquela sensação deliciosa de sentir-se amado e importante para alguém. Mesmo que passado muito tempo, pois, como diz Chico Buarque “amores serão sempre amáveis”.
Um segredo de amor é algo que ventila a alma, trás renovação de sonhos e aquela pontinha de esperança no ser humano.
Um segredo de amor deve ser aberto e recebido com cuidado. Por mais lindo que o segredo seja, nunca é fácil abrir-se para deixar que um segredo respire os ares do mundo. E nem sempre é fácil descobrir que por trás daquele ar blasé havia um segredo de amor guardado com tanto cuidado, talvez até com tanta paixão.
Cuidado com os seus segredinhos de amor. Eles são parte valiosa dos seus próprios sonhos.
Segredinhos de Amor
Julho 6, 2009Tenho 25 anos e nunca comemorei um Dia dos Namorados
Junho 8, 2009Tenho 25 anos e nunca comemorei um Dia dos Namorados. Essa afirmativa é verdadeira. Talvez seja o tipo de verdade que, quando dita, choque um pouco.
Eu tenho 25 anos, nunca comemorei um dia dos namorados e não consigo me importar com isso – e talvez por isso choque ainda mais, principalmente aqueles que, também solteiros, já estão preparando o estoque de lenço e chocolate para a inevitável data.
Para mim a data é mais uma no nosso já recheado calendário. E olha que já fiz um bocado de coisas que talvez fossem impensáveis aos solteiros de plantão que só esperam uma justificativa qualquer para reclamar da solidão. Já ajudei à amigas arrumarem os presentes dos namorados, ficando algumas horas cortando, colando, empacotando… Já declamei um bom trecho do conhecido conto Ter ou não ter namorado, do Atur da Távola, na sala de aula a pedido de uma professora. Aliás, se pudesse faria coisas assim sempre. Adoraria me juntar a um grupo de trovadores e sair por ai cantando e declamando, espalhando amor pelas ruas todos os dias do ano. Gostaria de, com um pouco de arte, tirar sorrisos das pessoas, deixa-las menos defensivas e mais abertas para a vida e suas possibilidades.
Sou extremamente romântica, daquele romantismo que acredita em uma vida melhor, com mais abraços e menos saudades, com mais compaixão e menos preconceitos. Por isso, gostaria que o Dia dos Namorados tivesse uma conotação diferente. Ao invés de ser uma data em que os solteiros ficam tristes por não terem companhia e os enamorados angustiados com a escolha do presente mais adequado para não perder o seu amor, gostaria que esta fosse uma data em que se buscasse compartilhar mais carinho e afeto com todos que estão seu ao redor – independente da propaganda dos shoppings centers.
Tenho 25 anos e nunca comemorei um Dia dos Namorados da forma como se espera que ele seja comemorado. Gostaria que mais pessoas pudessem comemorá-lo independente de estarem ou não namorando.
Um feliz amor para todos.
Sob a omissão do luar, o amor começa.
Setembro 1, 2008O amor começa o tempo todo, para ele não existe hora ideal. O amor pode começar até mesmo hoje, nesta noite sem luar.
Ela olha seus olhos ainda fechados pela primeira vez e tem certeza de que o ama desde sempre. Ele é seu filho, seu primeiro e, ela ainda não sabe, será o único. Sabe, apenas, que o amará muito, e que o ama ainda mais por saber que até a poucos minutos ele era só dela, e que agora ela terá de o disputar com o mundo. Perderá miseravelmente muitas vezes. Já intui, porém, que a recompensa virá das formas mais inesperadas, e que, afinal, ele a ama também, como nunca amará outra mulher.
Ana e Luiza são irmãs. Vivem brigando, mas, hoje, Ana chegará em casa e verá Luiza chorando. Pela primeira vez conversarão com sinceridade. Irão falar de medos e desejos, sonhos e amigos. Estará quase amanhecendo quando, finalmente, adormecerão de mãos dadas tendo certeza de que uma será, para sempre, o porto seguro da outra.
Sérgio e Natália trabalham no mesmo local. Nunca conversaram. Hoje os dois saíram tarde da fábrica, e se encontraram no ponto de ônibus. Na falta de Lua, a demora do ônibus foi o motivo necessário para o início da conversa. Falaram um com o outro e se sentiram ouvidos como nunca antes. Estavam descobrindo, embora tarde, o que é amar.
Três amores que nasceram como muitos outros, sob a omissão do luar, e que, arduamente, aprenderam que omitir certos sentimentos é letal para o amor.
Espero que aprendam a nunca omitir estas três palavras: eu te amo.
Falar de amor, também é amar.
Escrito por Marcela Ortolan
Escrito por Marcela Ortolan
Escrito por Marcela Ortolan