Eu leio como quem descobre.
Eu leio como quem procura – e acha – fragmentos de si mesmo:
Uma surpresa escondida no recôndito da frase.
Fragmentos de mim que na releitura se confirmam
e se desfazem.
Eu leio como quem ama.
A vontade desregrada de esmiuçar
de devorar com os olhos,
sempre um novo encanto.
A vontade de só falar disso
só degustar isso
de querer que o mundo também ame isso.
Eu leio como se ler
fosse a única possibilidade da vida.
Escrito por Marcela Ortolan