Já contei nos dedos quantas horas precisei esperar e quantas frases já quis escrever – enfim, um trabalho vão e interminável. Tão interminável quanto a Biblioteca infinita de Borges, tão desnecessário como nenhum livro jamais foi capaz de ser.
Hoje acordei assim: sem sentido, tentando nomear o inominável, fazer o Sol gelar e o preconceito aceitar – tentando fazer da internet um confiável confidente.
Tudo porque me faltou inspiração, conceito, síntese, amor… enfim: a dose certa de café.
Enquanto tomo chá, destilo palavras inconsistentes para você lembrar de mim.
Escrito por Marcela Ortolan